Um estudo, um convite

os imprecisos traços das proveniências desenham para fora das páginas que se lê.

Faz tempo que encontrei Foucault e seu Nietzsche, a genealogia e a história, publicado no Microfísica do poder, organizado por Roberto Machado. Texto difícil, muito difícil e nas primeiras tentativas de estudo, não conseguia chegar ao final. O tempo passou e consegui enfrentar o texto e produzir usos com ele, ainda como estudante de Psicologia.

Como professor e diante da vontade de fazer propagar estudos com a presença do Foucault, coordenei algumas leituras e conversas com esse texto. Nessa última, pedi a dois participantes que escrevessem uma espécie de fichamento/resenha, para disponibilizar aqui na Oficina-Foucault. Uma tentativa de fazer o estudo ecoar.

Assim fica aqui um convite para conversar com Sara, Jhonan e a escrita que produziram com Foucault e o seu Nietzsche, a genealogia e a história.

A genealogia como modo de historiar em Nietzsche, para Foucault

Jhonan Luiz Andrade dos Santos*
Sara Reis Teixeira*

Na tentativa de apontar o que mais chamou atenção ao longo da leitura e discussão do texto Nietzsche, a Genealogia, a História de Michel Foucault, escrevemos esse texto em consonância com os encontros do Coletivo Foucault Vivo, buscando junto ao professor Kleber dúvidas que tivemos ao elaborar nossos apontamentos. Por ser um texto extenso e dificulto, não temos a pretensão de compreendê-lo em sua totalidade.
Assim, dividimos em tópicos como o próprio Foucault expõe no texto, mas com momentos de mistura e ruptura. A eles, então!

Tópico Um

As pessoas empregam um significado às palavras que utilizam e transmitem esse significado para quem compartilha da mesma linguagem, em especial, para aqueles cujo aprendizado nessa língua ainda está tomando forma. Criamos significados em comum para coisas animadas e inanimadas que nos rodeiam ou ouvimos falar, mas podemos perverter tais significações comuns, extrapolando-as e quebrando suas formas, pelo visto, o que Foucault atenta nos seus usos dos termos história e genealogia.

Isso porque história e genealogia são incorporados com um significado popular específico: a genealogia entendida como um sistema de organização das origens biológicas e a história como uma “ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço” (Wikipédia.org). Assim como esse “senso comum” trata com um significado próprio a genealogia e a história, Nietzsche e Foucault as trazem para um uso peculiar, o qual pode ser entendido com a necessária persistência, no caminho para compreender o que ambos pretendem com seus usos peculiares.
Como Foucault expõe no primeiro tópico de seu texto, a genealogia é distinta da forma de história como praticamos e estudamos usualmente. Isso porque sua genealogia não supõe uma origem ou mesmo um começo, mas sim o momento no qual algo emergiu e pode ser visto, como uma sucessão de começos. É o contrário da história documentada, a qual descreve os acontecimentos úteis que caminharam para um fim de forma linear. Isso pode ser observado na escolarização que foi feita da história da Grécia Antiga ao capitalista Século XXI, organizada como um processo cronológico envolvendo antecedentes, causas e consequências.
Assim, a genealogia é um modo de historiar cinzento: não é definido, é nebuloso e opaco, pois também trata do que estava presente mesmo encoberto ou até ausente. Envolve “invasões, lutas, rapinas, disfarces, artimanhas” entre forças nas “diferentes cenas em que eles desempenharam distintos papéis” (FOUCAULT [1971], 2005). E tais conflitos nem sempre se fazem visíveis ou se fazem mostrar do mesmo modo. É interessante demorar um bocado na questão do cinza, ou cinzento, que compõe a genealogia, não só pela não-linearidade ou devido a todos os cruzamentos e misturas de acontecimentos nesse historiar genealógico, mas também pela não-objetividade que configura numa relação íntima com as memórias dessa história. História que envolve experiência, tato, substância de saberes que se cruzam, manifestam, marcam e se enxergam nas batalhas entre os poderes.
O estudo genealógico é o oposto do bem definido, do preto no branco, por isso é cinza: a mistura do preto no branco ou vice-versa, a contaminação necessária que diz dos muitos aos quais pertencem as memórias das proveniências, e que podem ou não se fazerem no presente das emergências. É nesta simbiose de experiências indefinidas que a genealogia irá se efetivar, pois essa “sujeira” que a contamina é o que justamente inviabiliza a tendência de recorrer a definições que se dizem precisas e objetivas (pretas no branco) acerca do viver.
Além disso, é bastante recorrente o pressuposto de que é possível estabelecer um começo e um fim de uma ideia, de uma pessoa, de um acontecimento, ao se conhecer a sua história, evocando a imagem de uma totalidade e definição de sua forma. Contudo, o que se entende como “começo” é apenas um momento no qual esse algo apareceu e pôde ser visto; assim como o “fim” pode ser compreendido como o momento no qual esse algo deixou de ser visto. Assim, se uma ideia, um sujeito, um acontecimento deixa de ser visto em um dado momento, isso não significa que não possa ser visto novamente; ou que não tenha aparecido antes; ou que não mais existe. Ele apenas pode ainda não ter se tornado visível.
Imagine, por exemplo, o roteiro de um filme que se constrói nas mãos do roteirista. Cada ideia colocada dentro desse roteiro pode ter surgido de algum momento da vida dele, de algo que ele ouviu, experienciou, observou acontecer, ou de sua invenção, mas cuja história não se apresenta no filme ainda que tenha sido parte criadora dele. São justamente essas experiências que a genealogia busca tornar visível: aquilo que não cabe nos começos e fins. E nessa tentativa de mostrar a multiplicidade discursiva das experiências, a genealogia acaba por também tornar visível um pouco dessas narrativas que se dão entrelaçadas, são experiências que não cabem nos começos e fins, e, portanto, são mais do que conseguimos enxergar sob as lentes da história linear costumeira.
Para tanto, é preciso um retardamento como atitude de quem quer lidar com a história. Não se deve apressar o reconhecimento das ocorrências ou mesmo antecipar o suposto fim, pois quando uma investigação é feita de forma rápida encontramos menos histórias, menos verdades inaparentes e menos erros que levam à configuração visível de algo.

Tópicos Dois, Três e Quatro

O segundo tópico de “Nietzsche, a genealogia e a história” é extenso e apresenta diversos termos em alemão, melhor explanados ao longo do terceiro e quarto tópicos, portanto, decidimos fundir esses três tópicos em um único momento, buscando facilitar tanto a organização dos comentários quanto a leitura.
O início do texto comenta sobre os usos que Nietzsche faz da palavra “origem” em seus textos filosóficos, variando seu significado em termos como Ursprung, Entstehung, Herkunft, Abkunft e Geburt, contudo, não é simples traçar uma definição clara e precisa do uso de cada termo, uma vez que o autor os utiliza de maneira alternada como sinônimos, um uso que Foucault chama de não-marcado. Em contrapartida, há um uso marcado em alguns textos de Nietzsche, dos quais Foucault delineia uma diferença entre Ursprung e Herkunft, destacando que os termos Herkunft e Entstehung expressam melhor a pesquisa genealógica. Esse sentido de “marcação” pode ser entendido como uma diferenciação precisa em questão de definição da origem proveniência, origem emergência, origem pesquisa.
Primeiro, a Herkunft é a proveniência, a herança, o pertencimento a um grupo que liga aqueles de mesma altura ou baixeza. No entanto, esse pertencimento não é o de aglutinar cada sujeito, sentimento ou ideia sob características comuns, que gere semelhanças, como pontos de unificação entre iguais, mas dissociar cada um como um, ou seja, fazer aparecer aquilo que torna cada sujeito, sentimento, ideia, diferente um do outro. Ademais, a herança não é aquela que se acumula e se sintetiza no sujeito, ela é o conjunto de falhas, fissuras e heterogeneidades dos muitos acontecimentos que se inscreveram nos ancestrais e no corpo do sujeito. Desse modo, a proveniência não tem a tarefa de reavivar o passado como algo que permanece no presente, mas sim mostrar onde está o passado, os acontecimentos que se inscreveram sobre o corpo e o que dizem sobre ele.
Um dos pontos que se marcou como nebuloso para entender e elaborar esse texto foi o que Foucault apresenta como acontecimento e história, suas diferenças, similitudes e configurações, ao passo em que tentaremos aqui, apenas esboçar um pouco sobre ambos. O que pareceu, para nós, é que o acontecimento dá a noção de parte da história, como se remetesse ao sujeito dessa história dentro das relações de poder, enquanto a história é fruto das proveniências que “arruínam” o corpo e configuram uma emergência. Esse corpo arruinado pela história, diz muito sobre a história como aquela que fala das ocorrências desse corpo, suas experiências e marcas do passado que se faz presente enquanto cicatrizes ou lembranças. Diz-se que arruína o corpo, talvez pois é esse corpo que reage aos acontecimentos, luta, muda, mantém-se vivo, um protagonista não-privilegiado dos acontecimentos, que, enquanto ontológicos, dizem das proveniências desse corpo, das histórias muitas que o marcaram e permanecem nele. Há momentos nos quais Foucault coloca a história como sinônima da emergência, em outros, similar à proveniência, o que torna bastante confuso e dificulto definir propriamente e separadamente essa história do acontecimento, do corpo, etc; mesmo porque todos esses elementos se misturam e não permitem separações bem definidas e objetivas, daí também o cinza antes mencionado.
Prosseguindo com a análise de Foucault sobre a origem, ele discorre sobre a Entstehung, como emergência ou ponto de aparecimento/surgimento das forças as quais entram em combate. Assim, as forças estão sempre em conflito umas com as outras e contra si mesmas, moldando um jogo de dominações cujo espaço entre as forças é o não-lugar da emergência. Esse jogo que afeta o corpo é a proveniência e expressa os embates que aconteceram até o ponto em que essas forças emergiram, mas que não comporta dizer que é a primeira vez que apareceram ou que é a sua origem.
Ao mesmo tempo, o modo de aparecimento atual dessas forças não diz de todas as configurações, funcionalidades, finalidades, em suma, as maneiras como elas emergiram em outros momentos. Nesse sentido, a luta entre as forças apresenta-se de modos nos quais a humanidade instala violências seguidas uma da outra, e nesse jogo de dominação em dominação, mesmo sendo efêmera, é possível que se apoderem das coisas pela necessidade que fazem delas e as moldem aos seus interesses, inclusive os de duração, já que o que uma força quer é que seu domínio dure, seja em tempo corrido ou lembrança.
Uma vez que o jogo de dominações não tem fim, é ilusório pensar que as forças se esvaem e as guerras se esgotam ou se apazíguam sob leis e regras. O desejo das forças de permanecerem dominadoras, o qual as motiva em tentar suprimir umas às outras, ainda que não consigam, pois só existem e se estabelecem em guerra; encontram seu obstáculo principal na efemeridade da dominação. A partir do momento em que se estabelecem as regras, elas não servem ao propósito da “serenidade e do compromisso”, pois são elas que permitem a tentativa da manutenção da dominação, mas também a utilização delas por outros dominadores: as regras em si são vazias, feitas para servirem “a isto ou àquilo”.
Para Nietzsche, então, a pesquisa da origem (Ursprung) não é aquela que procura uma essência, a coisa em si, como se houvesse um começo no qual a verdade e a identidade dessa coisa se encontrem. Assim, caso houvesse um movimento que conseguisse alcançar a essência de algo, as coisas teriam uma origem, o que é semelhante ao mundo das ideias de Platão, no qual as coisas seriam encontradas em sua perfeição criadora e seriam a fonte para o mundo sensível. Para Nietzsche, o começo histórico das coisas é simplesmente o ponto no qual elas emergiram (Herkunft) e foram vistas e não o momento criador delas, mesmo porque não se pode traçar uma linearidade causadora das coisas, ou ainda controlar sua ocorrência através das forças que as compõe, pois são diversas as contradições, lutas, artimanhas, discórdias entre as forças (Entstehung) que culminam no aparecimento da “coisa”.
Por isso é necessário se reter às meticulosidades dos começos, no pluralismo dos modos e de quando as coisas emergiram para serem vistas, para fugir do essencialismo da história tradicional e tentar estudar a história de maneira genealógica.

Tópico Cinco

O tópico cinco se estrutura em uma diferenciação entre a história habitual (ou supra-história) e o sentido histórico (ou história efetiva), apesar de posteriormente Foucault destacar que não se deve dissociar os modos de fazer história em sistemas opostos. Contudo, faz-se necessário ressaltar as entrelinhas desses modos de historiar, mesmo que organizemos sob um viés supra-histórico.
O próprio termo supra-histórico já diz da posição em que o sujeito da história está sobre ela, se separando de seu objeto com um duplo intuito: garantir uma neutralidade, impedindo que o objeto tenha marcas do historiador; e alcançar uma totalidade fechada em si mesma, segregando e categorizando os elementos que compõem esse objeto. A história habitual também se apoia na busca de uma origem na qual se encontra uma verdade eterna que cruza a linearidade da história a qual se propõe contar, um corpo fixo que se reconhece em todo lugar e se reencontra no passado. Por se apoiar em conceitos e pressupostos que baseiam seus estudos em rumo de uma conclusão, o historiador supra-histórico acredita em uma continuidade ideal e num encadeamento natural dos fatos, como se a humanidade estivesse em uma esteira rumo ao progresso.
A história efetiva não se apoia em nenhum absoluto, exercendo um olhar que distingue e dispersa em vez de unificar. Ela elimina a estabilidade e corta o corpo, fazendo-o aprender a se movimentar segundo suas paixões. O sentido histórico então compreende o mundo como a relação de diversos acontecimentos entrelaçados, os quais são relações de forças que surgem sem controle, providência ou causa final. Ele reconhece os sumiços, os fracassos e os reaparecimentos dessas forças nesse jogo de dominação, não sendo possível traçar uma linearidade. A pesquisa genealógica se movimenta através das paixões e vontades de quem a construiu, impregnando o fazer histórico com suas perspectivas e ângulos, escancarando a impossibilidade de uma pesquisa neutra baseada nos “fatos em si”.

Tópico Seis

Ao tratar do fazer-história, seja na lógica do supra-histórico ou na da história efetiva, deve-se tocar a proveniência dos historiadores, devido a ambos terem uma genealogia comum, por isso a necessidade de ser meticuloso para fazer emergir a verdade daquilo contado pelo historiador, em repetidas palavras, da verdade própria que o historiador pesquisa e afirma. Ainda assim, para uma melhor compreensão, tentar distingui-los é a escolha que tivemos.
Tanto a supra-história quanto o sentido histórico se impõem ao dever de nada excluir, tudo conhecer, sem dar grau de importância e não deixar algo escapar, de modo que a história efetiva o faz pela escolha do historiador em contar uma história. Mas como se a escolha implica numa exclusão? A história não deve excluir, mas o historiador possui seus gostos, suas marcas e preferências que moldam a escolha sobre o que contar. Ele surpreende os segredos que rebaixam os fatos no momento em que reduz tudo ao mais fraco denominador, isso com o foco de se aproximar do objeto para depois se afastar dele, como mencionado no tópico anterior.

Nesse instante, a supra-história traça nos seus historiadores o papel de se destituírem de si mesmos, como corpos sem identidade e sem nome “para que os outros entrem em cena e possam tomar a palavra” (FOUCAULT [1971], 2005, p. 276), ou seja, sob um pretexto da objetividade e exatidão dos fatos, os historiadores calam suas preferências e superam aversões na busca pela totalidade impessoal do passado.
É nesse momento que Foucault o assemelha aos demagogos, como um duplo, uma cópia diferente pois invés de afirmar a grandeza, ele afirma a baixeza do passado que escreve. Michel Foucault enxerga a demagogia em escrever aquilo que deve ser escrito, as leis de uma vontade superior que “deve esconder seu singular rancor sob a máscara do universal”, ele reduz sob uma vontade superior que dirige tudo a um fim, suas causas finais, sua teleologia (estudo dos fins).
A emergência da história aponta para a Europa do século XIX: aquela mentirosa e hipócrita que afirmava e exaltava a identidade única e pura enquanto nem a possuía por ser uma mistura indefinida, omitindo e dispensando o que não lhe interessava. O que a análise genealógica faz é inverter esse papel demagógico da história em busca de um sentido antiplatônico e antipositivista. Longe da busca de uma verdade essencial, primeira, volta a história contra seu nascimento, o contrário do que Platão fez por Sócrates pelo motivo dele simplesmente ter fundado a lógica socrática ao abordá-la, ainda que tivesse sido “tentado” a mudá-la, como menciona Foucault. Esse uso ora contrário a Platão, ora no ritmo que Platão seguiu em relação a Sócrates, é outro ponto confuso que Foucault apresenta ao final do tópico seis.

Tópico Sete

Foucault finaliza o seu texto “Nietzsche: a Genealogia, a História” demarcando os usos genealógicos da história e opostos aos usos platônicos, de forma a contrariar o modelo de história que se embasa na realidade, identidade e verdade; são eles: o paródico, o dissociativo e o sacrificial.
O uso paródico, burlesco ou destruidor da realidade se opõe ao reconhecimento histórico, aquele que diz da identidade individualizada de um povo como o europeu, e a reencontra no presente como um modelo original que baseia toda uma nação e pode nem sequer ter existido. Não há como voltar na cronologia temporal para se reencontrar e muito menos se realizar em uma identidade una, como muitos que enaltecem seus antepassados vikings, arianos, troianos ou uma grande nacionalidade alemã, francesa, inglesa.
O uso destruidor da identidade ou dissociativo, é o que quebra a identidade, se opõe à tradição e não busca um território único de onde viemos e podemos retornar, mas sim as descontinuidades e multiplicidades que se atravessam em sistemas complexos sem poder de síntese, como querem que seja a identidade europeia, norte-americana, etc. Todos fabricamos máscaras de identidades, modelos que não passam disso pois tentam homogeneizar os sistemas heterogêneos, que impedem qualquer identidade real.
Por fim, o uso sacrificial e destruidor da verdade, que se opõe à história fundada sob um sujeito do conhecimento, cientificista e livre de paixões e concepções. A história crítica que só se preocupa com a verdade sacrifica as fontes reais de conhecimento e tenta se aproximar da verdade universal, algo que Foucault desaprova no sentido de que o querer-saber, o conhecimento, sempre é corte, pois marca o corpo e faz ser visto e lembrado através da dor que causa.

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Essas páginas escritas com base em Nietzsche, a Genealogia, a História foram fruto das marcas que o texto inscreveu nos corpos de dois estudantes que as compuseram, com a participação do professor Kleber. Assim, é válido ressaltar as muitas possibilidades do texto de Foucault, em especial, de todas as partes que não foram mencionadas aqui, talvez por não serem consideradas relevantes ou por não terem saltado do papel para a discussão, falada no grupo de estudos e escrita no texto acima.

Assim, na tentativa de facilitar a leitura dos tópicos escritos pelo filósofo francês, destaca-se que ao longo do exercício de criação, esse material impregnou-se pelas impressões, percepções e perturbações dos discentes, aparecendo, desse modo, como um propagador de experiências. Ademais, como exposto pelas dificuldades encontradas na leitura, discussão e transposição do texto de Foucault, reafirmamos o caráter de construção inacabada desse material, e a despeito dos (des)entendimentos e (des)encontros que possam vir a ser produzidos, salienta-se a abertura e a necessidade de conversa ao redor do que foi produzido e também do texto original, pois apesar da intenção de tentar facilitar a leitura de Nietzsche, a Genealogia, a História, servindo como texto de apoio, outras facilitações podem ser realizadas com contribuições de outras pessoas.

Referência Bibliográfica
FOUCAULT, Michel. Nietzsche, a genealogia e a história (in) FOUCAULT, M. Arqueologia das Ciências e história dos sistemas de pensamento: Ditos e escritos II. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.

* Estudantes do curso de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe

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